De mal com as afirmações.
Cruzando os braços pra tudo que é absoluto.
Não sou ninguém e eu sempre quis ser.
Detectando a ignorância perto demais,
o que nada sou é o puro projeto do que menos serei no futuro.
Brigando com o futuro.
Apedrejando os mascarados no palanque, que ditam as verdades,
Tacando fogo nos livros de final feliz..
Escrevendo uma página por vez, desde que a anterior, pro lixo vá..
Me transformando de um nada formado pra ser melhor nem que seja por um segundo..
O segundo em que me olha e se identifica,
por não ser nada, assim como eu, só por um segundo.
Digo não e sim na mesma frase, eles tem o mesmo sentido.
Me permito, me jogo, líquida, pra que eu escorra sobre a tua fôrma de nada ser
Do pronta a ser
Do serei sem medo, errando com vontade, acertando em consequência.
Me tornando um nada, de olhos aflitos e ansiosos pro próximo nada que não serei.
Porque ser é demais pra mim
Estar é nada ser, o que nada pra mim é coisa demais.
Nada é porta aberta, é corpo nu.
São mil corpos à beira do abismo.
É um vento forte perante os corpos.
É medo,
É o desafio,
É a satisfação,
É plenitude.
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