De repente..
Um só corpo abriga milhões de almas,
Milhões de histórias.
Tem gente chegando, vazio por opção..
Tem gente voltando, completo por hoje.
Eu.. aqui..
Cumpro o papel da poeta que mal sabe e quer saber demais.
Atravesso essa gente sem pena,
Me atravesso cheia de gente.
Me perturbo mais serena impossível,
Pra saber o que se passa com essas almas que incorporo.
Sem um mero instrumento,
Me alimento de pessoas.
Procurando uma música em casa esquina,
Esperando uma linda pra me salvar.
Pra que eu possa ser só eu, de mim.
Ser gente que fica,
Permanecendo torta..
Nem ligando pra quem vai.. e vem.
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